O que é COE e como investir no Certificado de Operações Estruturadas

O COE – Certificado de Operações Estruturadas existe para simplificar a vida do investidor. E uma rápida contextualização ajuda a entender essa afirmação.

Como você deve saber, existem diferentes perfis de investidores.

Assim, os mais conservadores evitam grandes riscos, mesmo que, para isso, tenham ganhos menores. Já os agressivos se arriscam mais em busca de ganhos maiores.

Para cada perfil, uma modalidade de investimento é indicada, a fim de se moldar melhor a sua disposição ao risco e ambição.

Mas, e se houvesse uma oportunidade de investir com baixo risco e possibilidade de ganhos mais altos? É o que promete o COE.

O Certificado de Operações Estruturadas permite investimentos com ganho de renda variável e risco de renda fixa.

Quer descobrir como isso é possível? Vamos desvendar o COE neste artigo!

O que é COE?

O COE é uma espécie de investimento financeiro que permite a diversificação da carteira de ativos.

Com ele, é possível acessar aplicações diversas como commodities, ações, moedas, ETFs e índices, por exemplo.

Basicamente, o Certificado de Operações Estruturadas possibilita investimentos complexos em diferentes modalidades de uma só vez.

Se você pouco tinha ouvido falar sobre ele, não se preocupe.

O COE é um tipo relativamente novo no mercado brasileiro. Por aqui, foi lançado em 2014 e, em 2015, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) regulamentou sua oferta pública.

De acordo com a própria B3, a bolsa de valores brasileira, é como a nossa versão das chamadas Notas Estruturadas, que são bastante populares nos Estados Unidos e na Europa.

Assim, apesar de ser um investimento ainda pouco conhecido por aqui, já tem grande adesão mundo afora.

Existem duas modalidades de COE. São elas:

  • Valor Nominal Protegido: não há perda do capital investido. Caso a operação de investimento não tenha êxito, o investidor tem de volta todo o dinheiro aplicado. Ideal para quem quer ter baixo risco
  • Valor Nominal em Risco: mais indicado para investidores arrojados, não cobre o capital investido. Porém, o investidor tem a possibilidade de perder somente até o limite do dinheiro aplicado.

No Brasil, 94% dos COEs são de capital protegido. Portanto, há grande chance de se ter a rentabilidade de renda variável, com a garantia de receber o valor investido.

Como funciona o Certificado de Operações Estruturadas – COE

O COE é considerado uma alternativa de investimento para diferentes perfis de investidores porque permite fácil acompanhamento do desempenho.

Além disso, o Certificado de Operações Estruturadas é elaborado como um único instrumento e, dessa forma, tem uma única tributação.

Caso a operação tenha êxito, o investidor será remunerado com uma taxa que pode ser pré ou pós fixada.

Pense na seguinte situação:

Uma pessoa investe em COE valor nominal protegido indexado ao dólar.

De acordo com a operação, o investidor tem limite de rentabilidade de 20%. Ou seja, ele tem o capital investido assegurado e só poderá ter 20% de ganho sobre ele.

Confira, então, os seguintes cenários:

  • Dólar tem resultado de 30%: o investidor recebe 20% de remuneração (o limite)
  • Dólar tem resultado de 15%: o investidor recebe 15% de remuneração
  • Dólar fica estagnado: o investidor recebe seu capital de volta
  • Dólar tem resultado de -10%: investidor retoma o capital investido e não tem prejuízo.

Assim, mesmo que o COE não remunere, a aplicação garante que não haverá perdas.

Como investir em COE: passo a passo

Gostou de conhecer o COE e quer aplicar seu dinheiro na modalidade?

Veja, agora, um passo a passo para começar a investir em Certificados de Operações Estruturadas e, assim, ter seu capital investido assegurado.

1 – Encontrar banco emissor

O investidor que deseja fazer aplicações via COE precisa entrar em contato com uma instituição emissora.

No Brasil, somente bancos e a B3 são autorizados a fazer depósito e a liquidação do COE.

2 – Escolher a opção de COE

Agora, será necessário escolher entre as opções ofertadas pela instituição.

Elas vão variar de banco a banco e, além disso, oferecem remuneração a partir de diferentes indexadores.

Os mais comuns são:

  • Ações e Índices
  • Moedas
  • Commodities
  • Inflação
  • Juros
  • Ativos Internacionais.

Confira algumas modalidades de COE, acessando o site da B3.

3 – Investir

Hora de aplicar sua reserva financeira.

Observe as taxas de rentabilidade, o vencimento da aplicação, risco de liquidez do investimento e os custos da aplicação financeira.

Além disso, fique de olho nos indexadores do COE para acompanhar seus ganhos.

Qual a rentabilidade do COE?

Sua rentabilidade dependerá do tipo de investimento escolhido.

Assim, é fundamental observar as modalidades que existem e optar por aquela que mais esteja alinhada com seu perfil.

Conforme a B3, a definição de valor mínimo de aporte, vencimento, indexador utilizado, ganhos e perdas se dá pelos bancos em consideração a diferentes investidores.

Quais os riscos do COE?

Como vimos, o COE tem duas possibilidades de risco: perda total da rentabilidade (com retorno do capital investido) ou limite de prejuízo.

Em ambos os casos, o investidor consegue mensurar suas perdas e, por isso, é possível considerar que esse é um investimento com moderado risco.

Por tudo isso, o Certificado de Operações Estruturadas é uma modalidade interessante para quem quer diversificar sua carteira, poupar nas taxas e ter a garantia sobre o dinheiro aplicado.

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