Como funcionam os fundos de investimento?

Contratar alguém para cuidar dos seus investimentos pode ser um sonho bem fácil de ser concretizado. Para quem está começando a investir e ainda não entende muito bem sobre as modalidades existentes, as variações e os riscos do mercado, pode querer saber como funcionam os fundos de investimento.

E mesmo para quem já está mais acostumado com o vaivém dos lucros, terceirizar a gestão também pode render bons dividendos no final das contas. Isso porque diversificar a carteira de investimentos, ampliando as opções de aplicações simultâneas para ter mais ganhos do que perdas, é sempre recomendável.

O que são os fundos de investimento

Os fundos de investimento frequentemente são comparados aos condomínios de um edifício, visto que há um administrador e pessoas que investem por meio de quotas, que seriam como os “condôminos” desse empreendimento.

Essas pessoas geralmente são atraídas por interesses comuns em termos de investimento financeiro e escolhem um fundo que poderá cuidar melhor do seu dinheiro, dividindo os custos proporcionalmente às suas quotas correspondentes.

O gestor do fundo de investimentos quase sempre é um especialista na área de finanças e, além de escolher as melhores modalidades de aplicações, também tem a incumbência de gerar o maior lucro possível para os seus quotistas.

Ele também é responsável por analisar o cenário atual, levando em consideração aspectos políticos e econômicos e os seus impactos, assim como os riscos de cada movimentação. Somente dessa forma o gestor estará apto para propor novas possibilidades de investimentos e manter os investidores a par de tudo o que está acontecendo.

Como funcionam as quotas?

Para participar, é importante primeiro saber como funciona um fundo de investimento, e as quotas são parte essencial desse processo. A primeira informação importante é que você deverá ter uma ou várias quotas.

Ou seja, apenas uma parcela desse fundo, e não o bolo todo. Investir em um fundo, portanto, é adquirir uma fração, dividir os custos, mas também os dividendos.

Cada investidor também pode ser considerado um proprietário de uma ou mais quotas, e terá acesso a uma cartela de possibilidades de aplicações conforme o capital que ele tem para investir.

O valor inicial das quotas, no entanto, é determinado pelo gestor do fundo com base nas variações do próprio mercado. Sendo assim, se você não tiver um capital inicial mínimo, talvez não consiga participar do fundo de investimentos que pretendia no começo e terá que procurar outros mais acessíveis.

Para saber o valor da quota, o cálculo básico é dividir o patrimônio líquido pelo número de quotas que já fazem parte do fundo de investimentos. E essa informação costuma ser publicada pelos gestores, justamente para atrair novos interessados em participar do grupo.

Quais as diferentes modalidades?

Cada fundo de investimento precisa ser analisado com calma pelo futuro investidor, isso porque ele tem amplo conhecimento de como os funcionam os fundos de investimento. Já que as modalidades podem parecer muito próximas entre si, mas na verdade escondem detalhes que serão decisivos para atender às necessidades e se encaixar no perfil de cada pessoa.

Entre os modelos mais usuais no mercado, os especialistas destacam estes fundos de investimento:

Quais as vantagens e as desvantagens?

Como vimos nas modalidades acima, os fundos de investimento precisam ser detalhadamente analisados para atender os diferentes objetivos de cada investidor. Em todo caso, podemos elencar algumas vantagens e desvantagens que a maioria dos fundos apresenta.

Entre as vantagens, a mais evidente é ter um gestor para cuidar desse fundo, buscando novas e boas oportunidades, sempre com o intuito de aumentar os lucros das aplicações daquele grupo de pessoas.

E esse responsável não é um investidor qualquer. Trata-se de um profissional com experiência, que está acostumado a lidar com esse tipo de negócio diariamente e, portanto, oferece uma certa tranquilidade para os investidores.

O gestor também poderá oferecer uma cartela de investimentos que os investidores talvez nem tivessem conhecimento se não fosse por meio dessa opção do fundo. Ou seja, é uma forma de estar constantemente atualizado com o que há de mais inovador em termos de aplicações sem precisar acompanhar pessoalmente uma a uma.

Outra vantagem é que os fundos são considerados de risco baixo, de maneira geral. Isso ocorre devido ao rateio entre os quotistas e também por se enquadrar mais apropriadamente no perfil do investidor. Em outras palavras, é mais difícil acabar se tornando um simples aventureiro iniciante e perder dinheiro facilmente.

As desvantagens, na verdade, acabam sendo bem pequenas se comparadas às demais modalidades de investimentos. A principal delas é que haverá o pagamento de taxas e impostos.

Como há um gestor trabalhando para os investidores, existe uma taxa administrativa. A outra é com relação à performance desse fundo: quanto maiores os rendimentos, mais elevada será a taxa incidente.

Os impostos são os já conhecidos pela maioria dos investidores: o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e o próprio Imposto de Renda, de acordo com os lucros obtidos.

Principais características para se avaliar um fundo

Em função de todos esses aspectos já mencionados até aqui, vale apenas acrescentar que a análise do perfil do investidor é o passo mais importante para escolher um fundo de investimentos.

Se você não souber quais são os seus objetivos e as suas próprias características como investidor, será muito mais difícil fazer uma escolha assertiva.

Depois disso, analise com calma qual é o fundo que mais se encaixa nesse seu perfil. Se possível, examine quem é o gestor desse fundo e o número de quotas que ele possui. Tudo isso vai indicar se os lucros poderão ser mais relevantes ou muito irrisórios para um primeiro momento e no longo prazo.