Indexação : o que é, impactos e tipos de indexadores econômicos

A indexação e os diferentes tipos de indexador econômico têm papel marcante na história da economia brasileira. São índices que não só alteram os preços de produtos e serviços, como também mudam a rentabilidade de investimentos.

Por isso, conhecer sobre a indexação é importante tanto pelo lado consumidor quanto pelo investidor. Saiba, neste artigo, como os indexadores podem alterar os seus ganhos com aplicações financeiras.

O que é indexação na economia?

Indexação é a política econômica de alterar o preço dos produtos e serviços com base em índices. Dessa maneira, determinados itens sofrerão o reajuste de acordo com a alíquota ou taxa do indexador econômico escolhido.

No Brasil, a forte indexação fez parte de um passado relativamente recente. No fim dos anos 1980 e início dos 1990, a hiperinflação corroborou para que várias categorias fossem indexadas.

Atualmente, 68% do gasto público está indexado à inflação, segundo a economista da UFRJ, Margarida Gutierrez. Para 2020, a previsão é que quase R$ 1 trilhão serão gastos a mais por causa dos custos indexados das contas públicas. No entanto, a indexação também pode ser analisada pela ótica do investimento.

Afinal, as aplicações financeiras utilizam diferentes índices para o pagamento de juros aos investidores. Por isso, se você está pensando em investir, precisa observar a qual indexador econômico o ativo escolhido está atrelado.

O que é um indexador econômico?

Se indexação diz respeito ao ato de atrelar preços e pagamentos a índices, o indexador econômico é o fator que fará a multiplicação. Os mais comuns na economia brasileira são a taxa Selic, o IPCA e o CDI.  Mas existem diversos outros, como INPC, IGP, IGP-M e IPA-M.

Cada um deles faz uma mensuração diferente e o preço de determinados artigos irá aumentar de acordo com a alíquota descoberta. Assim, um indexador econômico é uma taxa sobre a qual certos valores são corrigidos.

Como os indexadores afetam os investimentos?

Podemos avaliar o impacto dos índices econômicos sobre os investimentos de duas formas: rentabilidade real e remuneração sobre o dinheiro investido. A rentabilidade real é aquela que ocorre quando todos os custos são retirados do retorno obtido sobre um investimento.

Dentre eles, está a inflação, por exemplo. Se ela for alta e a taxa de juros da modalidade de investimento for baixa, a rentabilidade real fica comprometida. Além disso, a remuneração da aplicação pode ser indexada. Por isso, observar o valor dos índices é importante para verificar aquele mais rentável.

Por exemplo, o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) é um índice calculado pela FGV que mensura o processo inflacionário no consumo brasileiro.  Em 2018, o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses foi de 7,54%.

De modo simplista, então, um investimento de R$ 1.000 com taxa de juros indexada a esse indexador econômico renderia R$ 75,40 em 1 ano. O que você precisa saber, portanto, é qual o índice que corrige o seu investimento e acompanhar a sua movimentação no período para entender o rendimento da aplicação financeira.

Principais tipos de indexador econômico

Como vimos até aqui, a indexação pode acontecer com base em diferentes índices. No Brasil, os principais são o IPCA, a taxa Selic e CDI. Confira, agora, como cada um deles pode afetar seus investimentos.

IPCA

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mensura a inflação de uma cesta de produtos consumidos pelas famílias brasileiras. Ou seja, ele mede o quanto os preços cresceram em determinado período de tempo.

Vários investimentos de renda fixa o têm como indexador. O mais famoso deles é, sem dúvida, o Tesouro IPCA+. De modo geral, todo valor investido deve render mais do que a inflação. Em caso contrário, haverá prejuízo.

Taxa Selic

Considerada a taxa “mãe” da economia, ela é definida pelo COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil).

O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia determina o pagamento de juros pelo governo aos seus investidores e influencia demais taxas de crédito e remuneração de investimentos. A caderneta de poupança, por exemplo, é indexada à Selic.

CDI

Indexador mais utilizado entre os investimentos, o Certificado de Depósito Interbancário está atrelado a CDBs, LCIs, LCAs, LCs e vários outros títulos bancários.

O CDI é uma taxa calculada pelas operações “de empréstimo” entre bancos. Geralmente, as opções de investimento indexadas a ele oferecem valores entre 90% e 120% do CDI. Quanto mais próximo o resgate, menor a rentabilidade. E, é claro, quanto mais distante for o saque do investimento indexado ao CDI, maior será a taxa.

Por que ficar de olho na indexação?

Observar a economia é papel fundamental do bom investidor. A partir dessa análise, ele identifica como a indexação afeta seu dinheiro – tanto de produtos e serviços quanto do rendimento de investimentos.

Assim, seja pelos índices que puxam a alta dos preços e, consequentemente, da inflação, seja pelos números que afetam a sua rentabilidade, é necessário ficar de olho nos indexadores.

Em resumo, é através da indexação que seu dinheiro pode render menos para compras e mais para investimentos. E esse conhecimento é parte importante para tomar as melhores decisões ao investir seu dinheiro.

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