O que é homebroker e como usar na prática

A palavra homebroker pode até soar estranha, mas o conceito é bem simples. Para entender, pense antes naquela cena de filme em que aparece uma grande sala com centenas de operadores da bolsa de valores usando telefones sem fio e gritando ordens de compra e venda, todos ao mesmo tempo. Você já deve ter visto isso, não é mesmo?

Era assim que funcionava antes da internet. Era preciso fazer as operações por telefone. Hoje em dia, qualquer pessoa física com acesso à internet pode se tornar um investidor e operar no seu homebroker Quer entender melhor? Acompanhe o texto e fique por dentro.

O que é homebroker

O homebroker é uma plataforma de negociação de ativos na bolsa de valores. Com um sistema intuitivo e simples, o investidor pode comprar e vender ações, opções, contratos futuros e ainda ficar ligado nas cotações da bolsa brasileira.

Para que fique mais claro, vale entender o funcionamento dessas operações. A intermediação entre os investidores brasileiros e a Bolsa (B3) é feita por uma corretora de valores (os bancos tradicionais também costumam oferecer esse tipo de serviço).

A ferramenta que as instituições disponibilizam para os clientes operarem por conta própria é o chamado homebroker, cujo nome significa algo como “corretor doméstico”.

Cada corretora tem a sua própria plataforma, do mesmo modo que cada banco oferece seus aplicativos de home banking. Apesar de algumas peculiaridades que variam de empresa para empresa, todos os homebrokers são parecidos, com as mesmas funções principais. O importante é que o serviço seja estável e fácil de operar.

À primeira vista, o homebroker até pode parecer um mundo muito complicado, repleto de indicadores, números e gráficos. Mas, como veremos a seguir, não é tão difícil ou complexo entender.

Como é um homebroker

Geralmente, a tela inicial do homebroker oferece uma infinidade de números.  Essa tela é personalizável e pode mostrar exatamente os dados que você deseja acompanhar.

Em uma das janelas, estará a sua conta com informações como saldo livre, saldo aplicado (depois que você começar a investir) e as ordens que realizar (compra, venda…). Em outra, deverá aparecer um resumo de diversos ativos.

Cada ação é representada por um “ticker”, um código que faz tudo parecer uma sopa de letrinhas. Por exemplo, PETR4 e VALE3 são duas das principais ações negociadas da bolsa, a primeira da Petrobras e a segunda da Vale. Detalhe: empresas grandes como elas têm mais de um tipo de ação, portanto é bom ficar de olho no código correto do ativo que você deseja operar.

O número piscando geralmente indica o preço do momento. E, dependendo de cada corretora, vai haver uma linha de informações básicas de cada ativo na lista, como a variação desde o início do pregão (dia de negociações), valor máximo e mínimo, etc.

Clicando em cada ticker, você encontra ainda mais detalhes, e sempre vai haver uma opção para abrir um gráfico. Muitas das operações, especialmente de curto prazo, são feitas baseadas em análise gráfica, por isso os gráficos são muito importantes.

Alguns homebrokers vão pedir a instalação de um segundo aplicativo para isso. E, como dito, você pode personalizar a relação de ativos que aparece automaticamente. Um grande menu que passa, geralmente, à esquerda da tela ou no topo oferece uma série de ações, e é aí que vamos ver na prática como operar.

Como usar um homebroker

Antes de aprender como usar um homebroker, você precisa saber que é preciso criar uma conta em uma corretora de valores e colocar algum dinheiro lá para poder operar. Você pode fazer isso de forma rápida e descomplicada pela internet, normalmente a partir do site da corretora escolhida.

Ou então usar o homebroker do seu banco tradicional. Com a conta criada, você estará diante da tela que descrevemos no tópico anterior.

Homebroker: primeiros passos

Há uma ressalva importante que precisa ser feita. Dominar a ferramenta homebroker não significa que você está pronto para operar na Bolsa. É preciso muito estudo das particularidades do mercado e de cada tipo de ativo, assim como da análise gráfica e dos movimentos que você deseja aproveitar.

O que estamos falando aqui é simplesmente sobre a ferramenta. Por isso, vale adotar a cautela e buscar o máximo de conhecimento antes de começar suas movimentações.

Preenchendo a boleta para comprar e vender ações

Todo aquele mar de informações e gráficos apenas servem como subsídio e, na hora da verdade, tudo se resume a preencher a boleta de compra e venda. A ordem dos fatores vai variar de corretora para corretora, mas os principais pontos são os seguintes:

  • Primeiro, escolha compra ou venda (é possível vender “a descoberto”, ou seja, vender um ativo que você não tem para comprar de volta depois)
  • Em seguida, insira o código do ativo e a quantidade de ações que deseja comprar ou vender
  • Chega o momento crucial: hora de escolher qual tipo de ordem será dada.

Aqui estão as duas principais opções de ordem:

  • A mercado: você vai comprar ou vender imediatamente, no preço que estiver no momento
  • Limitada: você indica o limite de preço que vai querer. Por exemplo, se está na casa dos R$ 20,00 e você considera uma boa comprar a R$ 19,50, pode preencher uma ordem limitada com esse valor, e ela será disparada quando houver esse cruzamento.

Depois de executada a ordem, você pode preencher uma nova boleta indicando quando você deseja “zerar a posição”, ou seja, finalizar a operação. Para isso, você vai indicar um valor de “stop loss”, que irá limitar um possível prejuízo caso o mercado ande no sentido contrário, e um de “stop gain” para realizar o lucro desejado caso dê certo. E a boleta fará o serviço automaticamente.

Em resumo, é assim que funciona o homebroker. É importante, porém, você não se esquecer de procurar apoio de profissionais nas primeiras movimentações.

A Onze Investimentos, por exemplo, tem uma equipe que pode ajudar a fazer as escolhas certas para o longo prazo, sempre mirando em um portfólio diversificado.

Gostou das dicas sobre o homebroker? Então acesse o site da Onze Investimentos.