Poupança para filho: qual a hora certa e como fazer o melhor investimento

A poupança para filho foi, durante muito tempo, um hábito comum entre o brasileiro. Tão logo um novo herdeiro nascia, ou nos seus primeiros anos de vida, ele já ganhava a famosa caderneta. 

Aplicar dinheiro nela, ainda que em quantias pequenas, era visto como um investimento no seu futuro. 

Hoje, não que o hábito tenha se perdido, mas a poupança perdeu força como aplicação financeira de longo prazo. 

Mas a preocupação com o futuro dos pequenos permanece. 

Afinal, além dos cuidados presentes, a família quer dar segurança e conforto para os filhos por toda a vida, não é verdade? 

E uma das medidas mais importantes para assegurar a educação, saúde e outros gastos e investimentos do amanhã, é se planejar financeiramente hoje. 

Mas, para isso, não precisa desequilibrar o orçamento familiar. Com um bom planejamento, a poupança para o filho pode ser feita de maneira inteligente e tranquila. 

É o que vamos descobrir a partir de agora. 

Poupança para filho: por que fazer uma? 

Poupar significa fazer uma reserva de dinheiro. Mas não é só guardar por guardar.  

Para que o acúmulo faça sentido, é necessário que ele tenha um objetivo. 

Ao criar uma poupança para filho, você precisa determinar o que ela vai cobrir financeiramente no futuro.  

Assim, será possível calcular o montante necessário e, então, começar a reservar desde então. 

Uma das metas mais comuns é a de poupar dinheiro para a educação. Com a reserva, espera-se que os custos com o ensino superior possam ser pagos. 

No Brasil, cursar uma faculdade pode custar de R$ 190 a R$ 13 mil por mês, segundo levantamento realizado pelo Guia do Estudante.  

A média do valor pago mensalmente é de R$ 1,5 mil. 

Considerando um curso de 4 anos, o investimento feito apenas para as mensalidades ultrapassa os R$ 70 mil, portanto. 

Somando a ele gastos com transporte, alimentação, livros e outros, o valor final de uma graduação pode chegar a mais de R$ 100 mil. 

Ou seja, a poupança para filho é mais que justificada. Mas há outras razões para levar esse projeto adiante. 

Além do ensino, outras motivações podem fazer sentido para a família, como compra de imóveis ou carros, viagens ou uma outra fonte de renda, por exemplo. 

Dessa forma, iniciar uma poupança para o filho significa antecipar gastos futuros e ter uma boa reserva financeira para eles. 

Com que idade seu filho deve ter uma poupança? 

Elaborar uma poupança para cobrir os gastos e investimentos futuros dos filhos deve começar desde cedo.  

Assim, o montante desejado será diluído em suaves reservas mensais. 

Por isso, comece a investir na poupança do seu filho o quanto antes, colocando prazos, metas e valores. 

Como fazer uma poupança para filho 

A caderneta de poupança ainda é a escolha preferida dos brasileiros.  

Quase 90% dos investidores ainda aplicam seu dinheiro nessa modalidade, de acordo com pesquisa realizada pela Anbima. 

Para abrir uma conta poupança para o filho, siga este passo a passo: 

  • Separe cópia e originais do documento de identidade e CPF dos pais ou da criança 
  • Dirija-se a uma agência bancária de preferência 
  • Oficialize a abertura da conta, de forma gratuita 
  • Comece a fazer depósitos mensais. 

Investimentos alternativos à poupança 

Apesar de ser uma modalidade comum, a caderneta de poupança tem baixa rentabilidade.  

A fim de driblar o pequeno retorno, você pode estudar novas formas para investir. 

Para isso, descubra o montante final esperado e o quanto você pode contribuir mensalmente.  

De acordo com seu perfil de investidor, estude e escolha dentre as opções de investimento de longo prazo. 

Por fim, comece a fazer os depósitos mensais e de maneira contínua.  

Atenção: o sucesso da poupança para filho é planejamento e disciplina! 

Confira alternativas mais rentáveis: 

CDB 

O Certificado de Depósito Bancário é um investimento em renda fixa e com baixo risco.  

Seu rendimento tem com base em indexadores como CDI e IPCA e há incidência de Imposto de Renda sobre ele.  

Por isso, estude sobre prazos, rentabilidade e custos antes de iniciar a poupança do filho com CDB. 

Fundo de Ações 

Para os pais com perfil arrojado e propensos a riscos maiores, em função de ganhos também maiores, os fundos de ações podem ser uma boa alternativa.  

Por eles, grupos de investidores aplicam seu dinheiro, majoritariamente, em títulos de renda variável. 

Tesouro Direto 

Outro investimento de renda fixa que se habilita à alternativa de poupança para filho é o Tesouro Direto. 

O programa do governo federal disponibiliza alguns títulos públicos de longo prazo, com resgate previsto para 2045 e 2050, por exemplo. 

Esse é o caso do Tesouro IPCA +, uma opção interessante, pois garante um retorno real superior à inflação, seja ela qual for. 

Seja qual for a sua escolha, o importante é que ela seja embasada, mirando o longo prazo e respeitando seus objetivos e seu próprio perfil de investidor. 

O primeiro passo para isso você deu agora, na leitura deste artigo. 

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