Previdência Complementar: o que é e por que ter uma?

Pensando em investir na previdência complementar para aumentar a sua renda no futuro, garantindo uma alternativa ao benefício do INSS?

Então, quanto antes você der o start no investimento, mais chances de somar um bom patrimônio com o passar dos anos.

O Regime de Previdência Complementar (RPC) é uma forma de previdência privada que gera ao trabalhador uma renda extra à previdência social do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Esse é um regime facultativo e, portanto, desvinculado da previdência pública.

Mas, afinal, será que ele é a melhor opção para você garantir o patrimônio no futuro?

Para ajudar nessa decisão, elencamos os principais pontos que você deve considerar antes de tomar uma decisão.

Neste artigo, você vai conhecer razões para investir nesse tipo de previdência, suas vantagens e desvantagens e os principais tipos e segmentos no Brasil.

Por que investir em previdência complementar

Investir para sua aposentadoria é uma excelente ideia, já que depender do governo pode significar menos conforto e menor segurança no futuro.

Na previdência complementar, há a opção de definir qual o valor e o tempo de contribuição.

Então, o contribuinte paga mensalmente o valor definido e, no futuro, pode retirar o saldo e todo o rendimento proporcionado pelos juros compostos ao longo dos anos.

Isso significa que se trata de um investimento de longo prazo, que opera no regime de capitalização — quando o beneficiário paga pelo próprio benefício.

Ao contar com um benefício extra ao INSS quando estiver aposentado, você pode manter o seu padrão de vida, já que, ao contrário da previdência pública, não existe teto no valor do benefício na previdência privada.

Justamente por isso, é um tipo de investimento indicado para quem tem renda maior do que o teto de contribuição do INSS.

Então, investir na previdência complementar é uma forma de garantir uma renda adequada independentemente das decisões políticas sobre a previdência social e a situação da economia brasileira nas próximas décadas.

Vantagens e desvantagens da previdência complementar

Será que vale a pena você apostar na previdência complementar?

Como todo investimento, essa não é uma decisão fácil, porque é preciso ter responsabilidade para lidar com muitas variáveis.

Para ajudar, elencamos abaixo as principais vantagens e desvantagens desse tipo de previdência.

Vantagens

Facilidades para a sucessão

Os planos de previdência privada oferecem diferentes vantagens para a transmissão do patrimônio para os herdeiros.

Com o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), por exemplo, não é preciso fazer um inventário para destinar os recursos da previdência aos herdeiros após a morte, o que pode ser valioso em um momento tão delicado.

Além disso, alguns planos oferecem cobertura de risco, como pensão por morte ou renda por invalidez.

Você receberá mais do que investiu

Nessa hora, é sempre bom lembrar o poder dos juros compostos, que trabalham a seu favor, pouco a pouco e mês a mês.

Com esse rendimento, ao longo dos anos, o investimento sofre um efeito multiplicador.

Quer dizer que, se você aplicar de forma diligente, o montante resgatado será muito superior ao valor total investido.

Tudo depende, claro, da qualidade do fundo de previdência que você escolher.

Imposto de Renda menor

A tributação é um ponto importante.

Os valores destinados a previdências do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e fundos de pensão podem ser deduzidos do cálculo do Imposto de Renda até 12% da renda bruta tributável anual do titular.

E não é só isso.

Se você tem certeza de que deixará o dinheiro da previdência guardado por muito tempo, a cobrança de Imposto de Renda na Tabela Regressiva tende a ser um diferencial interessante.

Para períodos superiores a 10 anos, a alíquota é de apenas 10%, a menor entre todos os tipos de investimentos no Brasil.

Além disso a previdência complementar não possui a cobrança do famigerado come-cotas, uma espécie de antecipação do recolhimento do Imposto de Renda a cada seis meses, que incide sobre diferentes fundos de investimento.

Não há teto na previdência complementar

Uma desvantagem do INSS para quem tem renda maior do que o teto de contribuição é que, ao se aposentar, o benefício também apresentará um valor máximo.

Na previdência complementar, isso não acontece.

Desvantagens

Antes de tomar uma decisão, aproveite para conhecer as desvantagens desse regime:

Taxas agregadas

Em alguns tipos de previdência complementar, instituições financeiras cobram taxas de carregamento, de administração e de saída.

Nesses casos, essas cobranças podem atrapalhar a rentabilidade — especialmente para quem pretende fazer aportes mensais pequenos.

Por isso, é importante pesquisar bem as melhores opções de previdência antes de alocar seus recursos para uma delas.

Falta de controle sobre investimentos

Todo o dinheiro aplicado na previdência privada é investido em outros ativos por uma instituição financeira.

Na prática, significa que você não tem poder de decisão sobre onde ou no que investir, limitando a sua assertividade de investimento.

Falta de “garantia”

A previdência complementar não conta com proteção do Fundo Garantidor de Crédito ou de algum mecanismo estatal de socorro em caso de falência da gestora ou administradora dos fundos.

Mesmo assim, é importante lembrar que os recursos são alocados separadamente do patrimônio do gestor, inclusive com CNPJ próprio.

Ou seja, a insolvência da instituição financeira não vai inviabilizar as suas economias.

Imprevistos

Se você não planejar adequadamente, esse investimento pode acabar custando caro.

Um dos principais perigos é ter que resgatar em pouco tempo a aplicação e acabar pagando uma taxa de saída e ainda um Imposto de Renda mais alto.

Tudo isso, claro, pode ser evitado se você contar com uma boa assessoria nos seus investimentos.

Tipos de previdência complementar

Há duas modalidades principais de previdência privada atualmente.

O VGBL é considerado um seguro de pessoa, enquanto o PGBL é classificado como uma previdência complementar.

De qualquer forma, ambas são tratadas, normalmente, em uma mesma categoria de investimentos.

A principal diferença entre elas está no modelo de tributação, como veremos a seguir.

Além de optar por uma das modalidades, também é preciso escolher entre a Tabela Regressiva (com juros que começam em 35% e chegam a 10% após 10 anos) ou Progressiva (indicada normalmente para prazos mais curtos).

VGBL

Nesse tipo de previdência, o investimento não pode ser deduzido da declaração anual.

No entanto, no momento do resgate, o imposto incide somente sobre os rendimentos, e não sobre o valor total investido.

Portanto, é um modelo adequado para pessoas que fazem declaração simplificada de Imposto de Renda, profissionais liberais ou para quem já faz contribuição de 12%.

PGBL

Permite deduzir o valor das contribuições na declaração de Imposto de Renda em até 12% da renda tributável.

Por isso, se trata do modelo ideal para pessoas que fazem declaração completa de Imposto de Renda.

Nesse caso, o valor do imposto incide sobre o valor total resgatado.

Segmentos da previdência complementar no Brasil

No Brasil, existem dois tipos de previdência complementar: aberta e fechada.

O segmento aberto pode ser contratado por qualquer pessoa e é operado por Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC)  — sociedades anônimas com fins lucrativos.

Já o segmento fechado tem planos destinados a grupos, como membros de uma mesma associação, sindicato ou empresa, por exemplo.

Então, nesse caso, os participantes são vinculados a um fundo de pensão.

Trata-se de um tipo de operação feito pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC)  — sociedades civis ou fundações sem fins lucrativos.

Agora que você já entendeu melhor as características e o panorama da previdência complementar, é o momento de avançar na sua decisão.

Para isso, vale a pena analisar os seguintes fatores, conforme Jorge Nasser, presidente da Federação de Empresas de Previdência (Fenaprevi):

  • Por quanto tempo quer investir
  • Quais são os valores de carregamento (taxas)
  • Por quanto tempo quer receber
  • De que maneira pretende investir (mensalmente ou aplicações esporádicas).

Como você pode ver, fazer um investimento na previdência complementar requer reflexão e análise de diferentes pontos.

Nessa hora, vale salientar que investir para o futuro é essencial.

A grande questão é com qual tipo de aplicação você vai fazer isso.

Se estiver em dúvida, entre em contato com a Onze para avaliar a melhor maneira de gerir os seus investimentos e conquistar uma aposentadoria mais confortável para sua família.